Três diferenças que mudam o resultado

Os exemplos seguintes são fictícios. Servem para comparar o que a pessoa pretende fazer com a informação e as regras usadas pelo sistema. Cada situação tem uma investigação completa nos artigos, com resultados e controlos; nenhuma descreve um cliente real.

Uma pesquisa relacionada não confirma uma característica

Num catálogo de recipientes, o comprador escolhe «sem tampa». A descrição de C-11 confirma essa condição; C-12 inclui tampa; C-13 ainda não tem informação suficiente. A pesquisa parece devolver a escolha certa, mas a sua configuração elimina a palavra «sem» e procura apenas «tampa».

A correção não altera os produtos para os fazer coincidir com os resultados. Separa a descoberta por texto da seleção de uma característica confirmada. A escolha explícita passa a devolver C-11, enquanto C-12 continua disponível na condição oposta e C-13 permanece por esclarecer.

O comprador e a equipa leem a mesma referência e condição no pedido de demonstração. A aprendizagem é concreta: uma palavra curta pode conter a diferença comercial essencial, e a configuração da pesquisa precisa de respeitar o uso que a interface lhe atribui.

Leia pesquisa e condições do produto.

Uma percentagem precisa de uma base de cálculo

O responsável de um catálogo aprova uma regra de margem sobre o preço. Com custo de 80 euros e margem de 20%, o preço esperado no exemplo é 100 euros. A aplicação mostra 96 porque acrescenta 20% ao custo.

Os dados chegaram corretamente; a fórmula não corresponde à definição aprovada. A investigação conserva custo, percentagem e regra, corrige a operação e verifica zero, 50%, informação em falta e um artigo de preço fixo independente. O resultado não recomenda uma margem nem altera documentos ou pagamentos anteriores.

O caso mostra por que razão uma proposta técnica deve incluir exemplos de regra, e não apenas o nome de um campo. Dois cálculos plausíveis podem representar decisões diferentes do negócio.

Leia margem e acréscimo no preço.

Um intervalo livre pode não chegar para a viagem

Uma pessoa termina em P às 10:00 e tem uma visita em G às 11:30. A proposta intermédia M exige chegada, serviço e saída. O cálculo errado usa o tempo de G para M quando precisava do tempo de M para G.

Com a direção correta, a chegada a G seria às 11:35. A proposta não cabe, embora outra alternativa N permita chegar às 11:20. A análise conserva os compromissos já fixados e não usa uma estimativa inventada quando falta um trajeto.

Estes tempos pertencem à matriz fictícia do exercício. Não descrevem trânsito real. O resultado é uma avaliação para revisão, não uma marcação automaticamente confirmada.

Leia deslocações entre visitas.

Usar os exemplos para preparar o seu caso

Procure uma diferença que a sua equipa reconhece: condição, regra ou ligação entre etapas. Identifique a origem correta e o ponto em que o significado muda. Acrescente um caso semelhante que deve permanecer inalterado e uma situação que exige revisão por falta de informação.

O resumo de projeto ajuda a registar essa amostra. Se ainda não sabe onde está a causa, descreva o resultado observado sem o transformar numa conclusão técnica antecipada. Uma investigação útil começa por preservar a pergunta que precisa de resposta.